A ÚNICA SOLUÇÃO
Era mais um domingo de sol bonito e, como de costume, fui com minha mãe fazer a feira da semana. O caminho de casa até lá é curto, uns dez minutos, dados em passos miúdos. Cumprimos sempre o mesmo ritual: carne de boi, verduras, coentro, batata, cebola, tomate, alface e banana. E, com o dinheiro que sobra, porque fazemos questão de que sobre , compramos pastéis de queijo e de carne e um copo de suco de maracujá. Comemos um ali mesmo, em pé, e levamos dois para casa: um para meu irmão, outro para meu pai. Entre o “bater perna” e os “chorinhos” de minha mãe atrás dos melhores preços, encerramos nosso ofício dominical em cerca de uma hora. Naquele dia, porém, quando já nos encaminhávamos para o pasteleiro, “mãinha” encontrou uma amiga que não via há muito tempo, recém-chegada de São Paulo, segundo disse. Ao notar minha mãe, a mulher veio ao nosso encontro. Abraçaram-se com aquele entusiasmo próprio de quem retoma um laço antigo. — Essa é tua m...