INSÔNIA
Quando a rotina me consome e eu preciso afrouxar o nó da gravata para não ultrapassar os limites entre a lucidez e a loucura, o bom mesmo é chegar em casa, tomar um banho quente, comer uma guloseima deliciosa qualquer, dessas que fazem mal à saúde, e descansar. Porém, há momentos em que minha cabeça está cheia demais. Cheia de problemas, reflexões e ideias, que aparecem como vultos após o apagar da última luz da casa, protagonizando um balé agonizante que ocupa minha mente e faz com que meu corpo, apesar de cansado, não consiga relaxa...